O diretor executivo da Grunenthalm, empresa alemã que criou a talidomida, disse na sexta-feira que o laboratório "sente muito" pelo silêncio a respeito das vítimas da droga, criada há 60 anos.
A substância é um analgésico potente e era receitado para mulheres grávidas para combater os enjoos matinais. Por causa dele, milhares de crianças nasceram com braços e pernas bem mais curtos, ou então sem os membros. Também foram registrados problemas na formação dos olhos, ouvidos, da genitália e de órgãos internos dos bebês.
"Pedimos que considerem nosso silêncio como um símbolo do impacto que nos provocou seu destino", disse Harald Stock.
Freddie Astbury, consultor chefe da associação Thalidomide Agency UK, criada na década de 1970 em apoio às vítimas do remédio, respondeu que a empresa tem que acompanhar as palavras com indenizações, e não apenas ficar limitada a um pedido de desculpas.
Apesar de não ser consumida por grávidas desde 1961, a talidomida ainda é vendida hoje. No entanto, é usada contra o mieloma múltiplo, um câncer na medula óssea. Também se estuda a possibilidade de utilizá-la contra a Aids, a artrite e outros tipos de câncer.Representantes alemães das vítimas do medicamento consideraram que o pedido de desculpas veio tarde demais e ainda não é o suficiente. “O que precisamos são outras coisas”, afirmou Ilonka Stebritz, da Associação de Vítimas do Contergan – nome comercial do medicamento na Alemanha.
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